Cirurgia de catarata: quais são os principais riscos e como evitá-los

A cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais realizados e bem-sucedidos na oftalmologia moderna, com altas taxas de segurança e recuperação visual. Ainda assim, é natural sentir insegurança e querer entender os riscos da cirurgia de catarata, quais complicações podem acontecer e o que fazer para preveni-las. Este guia foi pensado para você, que busca informação clara, confiável e prática antes de decidir quando operar. No MEDICOS DE OLHOS, referência em oftalmologia com estrutura de ponta, diversas unidades em Curitiba e região metropolitana e atendimento pelos principais convênios e também particular, você encontra equipe experiente, tecnologia atual e acolhimento para cada etapa da sua jornada visual. A seguir, explicamos como funciona a cirurgia de catarata, os principais riscos, o pós-operatório e como reduzir complicações com medidas simples e eficazes.

O que é a cirurgia de catarata e como ela é feita

A catarata é o embaçamento do cristalino, a lente natural do olho, que com o tempo perde transparência e dificulta atividades como ler, dirigir e reconhecer rostos. Quando o comprometimento visual interfere na sua rotina, a solução definitiva é a cirurgia de catarata, na qual o cristalino opaco é removido e substituído por uma lente intraocular (LIO) transparente e biocompatível.

A técnica padrão é a phacoemulsificação, um método minimamente invasivo que utiliza microincisões, ultrassom para fragmentar a catarata e aspiração do material. Em muitos casos, a cirurgia de catarata também pode ser assistida por laser de femtossegundo, que realiza cortes precisos e pré-fragmentação do cristalino, auxiliando em olhos com características específicas. A escolha entre phacoemulsificação convencional e assistência por laser é individualizada e considera anatomia ocular, expectativas visuais e avaliação do seu oftalmologista.

Independentemente da técnica, a cirurgia de catarata costuma durar poucos minutos por olho, é realizada com anestesia local e sedação leve, e o paciente retorna para casa no mesmo dia. O resultado visual tende a ser progressivo nas primeiras semanas, com melhora significativa já nos primeiros dias, desde que o pós-operatório seja seguido corretamente.

Riscos e complicações da cirurgia de catarata

A cirurgia de catarata é muito segura, mas, como qualquer procedimento, envolve riscos. Parte deles é rara, e a maioria tem tratamento eficaz quando diagnosticada precocemente. Abaixo, você encontra as complicações mais relevantes, com incidência aproximada e formas de prevenção.

Infecção intraocular (endoftalmite)
A endoftalmite é uma infecção grave dentro do olho. Com as técnicas atuais, o risco é baixo, estimado em cerca de 0,02% a 0,05%. Os sinais típicos incluem dor intensa, piora súbita da visão, vermelhidão marcada e sensibilidade à luz, geralmente nos primeiros dias. A prevenção envolve antissepsia rigorosa no centro cirúrgico e uso de colírios conforme prescrição. Diante de qualquer piora incomum, procure seu oftalmologista imediatamente.

Edema macular cistoide (inchaço na mácula)
O edema macular pós-cirúrgico pode ocorrer em cerca de 1% a 2% dos casos clinicamente significativos. Costuma aparecer semanas após a cirurgia de catarata, com visão embaçada e perda de nitidez. Fatores de risco incluem diabetes e inflamação prévia. O tratamento geralmente envolve colírios anti-inflamatórios e acompanhamento até a resolução, que é a evolução mais comum.

Descolamento de retina
O descolamento de retina é incomum, com risco estimado entre 0,3% e 1%, maior em pessoas com alta miopia ou alterações prévias na retina. Os sinais incluem flashes de luz, aumento repentino de “moscas volantes” e sombra no campo visual. A prevenção passa por avaliação retiniana pré-operatória, quando indicada, e orientação sobre sintomas de alerta. O tratamento é cirúrgico e, quando precoce, melhora o prognóstico.

Astigmatismo pós-operatório
O astigmatismo cirúrgico pode ocorrer por fatores como cicatrização individual e posicionamento da incisão. Em geral, é leve e pode ser corrigido com óculos, lente de contato ou, quando planejado, com lentes intraoculares tóricas que tratam o astigmatismo durante a cirurgia de catarata. Em casos selecionados, ajustes a laser podem ser considerados posteriormente.

Opacificação da cápsula posterior (“catarata secundária”)
Meses ou anos após a cirurgia, a cápsula que sustenta a lente intraocular pode ficar opaca, causando embaçamento. É relativamente frequente, acometendo de 10% a 20% dos pacientes ao longo de 5 anos. A correção é simples, com aplicação de laser no consultório para restaurar a transparência e a visão.

Picos de pressão intraocular, hemorragias e outras intercorrências
Elevações transitórias da pressão ocular podem ocorrer e costumam ser controladas com colírios. Hemorragias significativas são raras, e o deslocamento da lente intraocular é incomum (0,1% a 1%), exigindo avaliação e, às vezes, reposicionamento. Em geral, acompanhamento adequado e retorno imediato diante de sinais de alarme garantem boa evolução.

Box – Sinais de alerta após a cirurgia de catarata (procure seu oftalmologista):

  • Dor ocular forte que não melhora com analgésico comum

  • Visão que piora subitamente após ter melhorado

  • Vermelhidão intensa, secreção ou febre

  • Flashes de luz, muitas “moscas volantes” novas ou sombra no campo visual

  • Sensibilidade excessiva à luz com piora progressiva

Como a cirurgia e seus riscos afetam a rotina e o bem-estar

A principal meta da cirurgia de catarata é recuperar a qualidade de vida: ler com conforto, dirigir com segurança, trabalhar com mais eficiência e aproveitar atividades sociais e lazer. Conhecer os riscos ajuda a planejar expectativas, seguir as orientações e reduzir a ansiedade. No dia a dia, a maioria dos pacientes retorna rapidamente às tarefas leves e percebe a visão mais nítida e luminosa. Alguns ajustes temporários, como evitar esforço físico intenso, ambientes empoeirados e piscina nas primeiras semanas, aumentam a segurança e diminuem a chance de complicações. Informar seu médico sobre suas profissões e hobbies ajuda a personalizar o plano de cuidados e o momento ideal para cada etapa de retorno.

Como reduzir os riscos antes e depois da cirurgia

A prevenção começa muito antes da sala de cirurgia e continua no pós-operatório. O primeiro passo é uma avaliação completa, com exames que ajudam a planejar a cirurgia de catarata, escolher a melhor lente intraocular e prever necessidades especiais.

No pré-operatório, controle adequado de condições como diabetes e hipertensão, além da revisão de medicações em uso, é essencial. O dia da cirurgia de catarata exige jejum conforme orientação, higiene da pálpebra e do rosto e comparecimento com acompanhante. Já no pós-operatório, cuidados com colírios, proteção ocular e evitar coçar os olhos fazem grande diferença. Siga o esquema prescrito pelo seu médico, mantenha retornos nas datas combinadas e comunique qualquer mudança súbita na visão.

Uma linha do tempo típica de recuperação pode ajudar no planejamento. No primeiro dia, é esperado algum desconforto leve e sensibilidade, com visão começando a clarear. Em sete dias, muitas pessoas retomam tarefas moderadas, sempre com cuidado. Em trinta dias, a maior parte da cicatrização já ocorreu e a estabilidade visual aumenta. Em noventa dias, a visão e o grau final costumam estar bem definidos, com eventual prescrição de óculos para leitura ou atividades específicas, quando necessário. Cada caso é único, e seu oftalmologista ajustará essas orientações à sua realidade.

Tratamentos disponíveis e escolhas personalizadas

Mesmo que a catarata seja resolvida com cirurgia, é importante entender as opções que cercam a correção visual no pré e no pós-operatório. A personalização é chave para alcançar o resultado que você espera.

Óculos e lentes de contato
Antes da cirurgia, óculos podem ajudar por um tempo, mas não impedem a progressão da catarata. Em alguns casos, lentes de contato podem oferecer conforto temporário. Após a cirurgia de catarata, parte dos pacientes ainda utiliza óculos para leitura ou tarefas específicas, especialmente quando optam por lente intraocular monofocal focada para distância.

Cirurgia de catarata por phacoemulsificação
A phacoemulsificação é o padrão-ouro atual: microincisões, recuperação rápida e baixo índice de complicações. Permite ampla gama de lentes intraoculares e planejamento preciso do grau final. Para muitos pacientes, é a melhor combinação entre segurança e previsibilidade.

Cirurgia assistida por laser de femtossegundo
O laser de femtossegundo pode trazer benefícios em casos selecionados ao padronizar etapas como incisões e pré-fragmentação do cristalino. Nem todos os pacientes precisam dessa tecnologia; a decisão é individualizada após avaliação. No MEDICOS DE OLHOS, com estrutura de ponta e tecnologia atual, você será orientado(a) sobre a opção mais adequada ao seu caso.

Tipos de lentes intraoculares

  • Monofocal: foca em uma distância (geralmente longe), com alta qualidade de imagem. Pode haver necessidade de óculos para leitura.

  • Tórica: corrige astigmatismo significativo, contribuindo para visão mais nítida sem óculos à distância.

  • Multifocal ou de foco estendido: projetadas para ampliar faixas de foco (longe, intermediário e, em alguns modelos, perto), reduzindo a dependência de óculos em atividades do dia a dia. É importante alinhar expectativas, perfil visual e estilo de vida. Para saber mais, acesse nossas páginas sobre lentes multifocais.

Se você também tem miopia, hipermetropia ou astigmatismo e busca independência maior dos óculos, converse sobre como a escolha da LIO e, em casos específicos, procedimentos complementares da cirurgia refrativa podem ajudar. Em todas as situações, seu oftalmologista explicará benefícios e limites de cada opção.

Perguntas frequentes (FAQ)

Quanto tempo dura a cirurgia de catarata?

Em média, cada olho leva de 10 a 20 minutos. O tempo total no centro cirúrgico é maior por conta da preparação e da recuperação inicial.

Muitos pacientes notam melhora já no primeiro dia. A estabilização visual costuma ocorrer entre 30 e 90 dias, variando conforme o olho e o tipo de lente intraocular.

Em geral, após liberação médica, quando a visão estiver segura e estável. Isso pode ocorrer em poucos dias, mas é individualizado e depende da avaliação no retorno.

Dor forte, piora súbita da visão, vermelhidão intensa, secreção, flashes de luz ou sombra no campo visual. Procure atendimento imediatamente se ocorrerem.

Em estágios iniciais, é possível observar. Porém, adiar por muito tempo pode aumentar o risco de quedas, acidentes e dificultar a própria cirurgia em casos de catarata muito avançada. Decida com seu oftalmologista.

A taxa de satisfação é alta na literatura médica, e a maioria dos pacientes alcança melhora significativa da visão quando não há doenças oculares associadas importantes.

Depende do tipo de lente intraocular e do seu perfil visual. Com lente monofocal para longe, óculos para leitura são comuns. Lentes tóricas e multifocais podem reduzir a dependência de óculos.

A catarata em si não volta após a remoção do cristalino. O que pode ocorrer é a opacificação da cápsula posterior, tratável com laser no consultório.

Ambas são seguras quando bem indicadas. O laser pode trazer vantagens em situações específicas. A decisão é personalizada após avaliação clínica.

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Informação de qualidade reduz a ansiedade e ajuda você a decidir com segurança. A cirurgia de catarata é, na imensa maioria dos casos, um procedimento seguro, eficaz e com recuperação rápida. Conhecer as complicações mais comuns, seus sinais de alerta e as medidas preventivas aumenta sua segurança e contribui para um resultado visual excelente. No MEDICOS DE OLHOS, você conta com equipe experiente, tecnologia de ponta, diversas unidades em Curitiba e região metropolitana e atendimento pelos principais convênios e particular, para que cada etapa — da avaliação à escolha da lente intraocular e ao pós-operatório — seja conduzida com acolhimento e precisão. Se você percebe que a catarata já impacta sua rotina, vale a pena avaliar se este é o momento de operar.