Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) – o que é, sintomas e tratamento

A mácula é uma pequena área da retina responsável pela visão detalhada ou nítida. Ou seja, pelo centro da visão e que permite ver objetos em frente do nosso campo visual, sendo essencial para a leitura, reconhecimento de rostos e identificação de cores, por exemplo. Quando lesionada, á mácula provoca uma mancha escura cobrindo o centro da visão, tornado as imagens desfocadas, distorcidas ou escuras.

A Degeneração Macular é uma doença da retina onde a mácula é afetada. Geralmente a principal causa é o envelhecimento, por isso temos a doença chamada DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade). Entretanto, em alguns casos podem ocorrer em jovens e crianças, mas é menos frequente do que em pessoas mais idosas, ou seja, é mais raro em idades precoces.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) - o que é, sintomas e tratamento
Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) - o que é, sintomas e tratamento

Degeneração Macular relacionada à Idade (DMRI)

É uma doença do fundo do olho, que ocorre em pessoas acima dos 60 anos, provocado pela baixa acuidade visual dessa faixa etária. Além do envelhecimento, existem alguns fatores de risco que também contribui para a DMRI: histórico familiar, fumo, exposição à luz solar (radiação ultravioleta), obesidade ou dieta rica em gorduras, hipertensão arterial ou doenças cardiovasculares.

A DMRI é uma das causas mais comuns de perda irreversível da visão central nos idosos, e que afeta tanto os homens quanto mulheres. Além disso, a doença prejudica a visão tanto de perto como a de longe.

Segundo pesquisas feitas pela Universidade Estadual de Campinas, no Brasil, mais de 3 milhões de pessoas convivem com a DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade) — número que tende a crescer com o envelhecimento da população.

Na fase inicial da doença, a DMRI é assintomática, mas em alguns casos podem apresentar embaçamento na visão central, principalmente durante as tarefas do dia a dia, como costurar ou durante uma leitura. Por se tratar de uma alteração lenta e progressiva, muitas pessoas convivem com a doença por vários anos sem perceberem. Entretanto, em algumas casos a doença aumenta rapidamente, podendo levar à perda de visão num ou em ambos os olhos.

É importante o diagnóstico precoce da DMRI, pois nos últimos anos, a oftalmologia alcançou avanços significativos que permitem estabilizar e até neutralizar o avanço da doença.

Visão normal e visão com DMRI - Degeneração Macular relacionado à Idade
Foto: Revista Saúde
Existem duas formas de Degeneração Macular Relacionada à Idade:

Seca (atrófica): é a forma mais comum. A baixa de visão ocorre devido à atrofia, ou seja, formação de uma cicatriz na mácula. Além disso, é causada pelo envelhecimento e afinamento dos tecidos da mácula. A perda de visão costuma ser gradual e sem dor.

Úmida (exsudativa): ocorre quando vasos sanguíneos anormais se formam no fundo do olho. Se não tratada precocemente, há formação de uma cicatriz na mácula. Estes novos vasos sanguíneos extravasam fluido ou sangue, turvando a visão central. A perda de visão nestes casos pode ser rápida e severa. Pode ocorrer perda da visão central ou até mesmo total da visão.

Sintomas

Como falado anteriormente neste artigo, a DMRI pode ser assintomática em sua fase inicial, mas os principais sintomas são:

  • Percepção de manchas escuras na região central da visão;
  • Distorção na visão: visão alterada de linhas retas, que aparecem retorcidas ou onduladas;
  • Identificação de cores de forma mais opaca;
  • Necessidade de luz mais forte para a leitura e localização de objetos;
  • Dificuldade em reconhecer o rosto das pessoas;

Tratamentos

Existem diversos métodos para a prevenção e tratamento da DMRI, entre eles destacam-se: uma dieta rica em vitaminas, além do uso de antioxidantes, e recentemente o uso da luteína (pigmento amarelo da gema do ovo).

Na fase exsudativa da doença a terapia fotodinâmica (PDT) tem se mostrado uma forma eficiente de tratamento. A sua principal vantagem é a preservação do tecido retiniano, por meio de um ataque seletivo à membrana neovascular sub-retiniana, oferecendo ao paciente a possibilidade de melhora visual ou ao menos a preservação do tecido da retina.

A terapia fotodinâmica é um procedimento ambulatorial, que não requer a internação. Nela, a substância verteporfirina é administrada por via intravenosa e tem a capacidade de ser retida seletivamente nos vasos anormais da membrana. A partir daí, o paciente recebe aplicações do laser a frio e com comprimento de onda específico, para maior absorção pelo contraste. As moléculas da verteporfirina são ativadas e liberam radicais livres e oxigênio, que fecham os vasos.

Após o tratamento os pacientes apresentam a preservação ou até mesmo a melhora da acuidade visual. Porém, ainda não existe cura total para a DMRI.

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